Steve McQueen ganha mostra de cinema no CCBB em fevereiro | e-Urbanidade

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Steve McQueen em Nevada Smith- Foto: Divulgação

Conhecido como Rei dos Descolados, Steve McQueen ganha sua própria mostra de cinema no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo! A mostra Steve McQueen – The King of Cool acontece entre os dias 22 de fevereiro e 29 de março, e reúne todos os grandes filmes protagonizados pelo ator do ano 1958 a 1980, além de documentários sobre sua vida e legado.

Com curadoria do jornalista Mario Abbade, a ideia inicial era que a mostra estreasse em 2020, ano em que McQueen comemoraria 90 anos, caso estivesse vivo. Por conta do Covid-19, o evento precisou ser adiado – e acontece agora no fim do mês, seguindo todos os protocolos de segurança. Por isso, apesar de ser gratuito, quem quiser conferir algum dos filmes do ator deverá adquirir seu ingresso no site da Eventim.

Na seleção de filmes se encontram várias produções famosas estreladas por McQueen, como Crown, o Magnífico e Bullit, ambos de 1968; Sete Homens e um Destino, Papillon e A Mesa do Diabo, em que o ator interpretou o icônico personagem Cincinnati Kid. Ao todo, a mostra conta com 26 sucessos de Steve McQueen.

Além dos filmes estrelados pelo astro, a mostra também conta com três documentários que abordam sua vida e obra – Steve McQueen: Man on the Edge, Eu Sou Steve McQueen e Steve McQueen: A Essência do Formidável.

Pensando em contemplar também as pessoas que não podem sair de casa neste momento, a mostra conta com alguns eventos e atividades extras virtuais e gratuitas. Mario Abbade será o mediador de um debate sobre a vida e a obra de McQueen. Junto com Eriberto Leão, ele também dará a aula magna O Arquétipo do Anti-Herói de Poucas Palavras, e com a presença de mais alguns convidados, fará a palestra A narrativa cinematográfica em imagens – O que está por trás de cada cena.

Papillon – Foto: Divulgação

A mostra também conta com dois filmes com recursos de acessibilidade em uma plataforma de streaming: audiodescrição, legenda descritiva e interpretação em Libras. Sem contar as lives que irão acontecer no perfil do Instagram do CCBB, e a playlist no Spotify, com os sucessos da trilha sonora dos filmes de McQueen.

Um dos maiores símbolos do cinema nos anos 1960 e 1970, McQueen ficou marcado por interpretar anti-heróis, o que o colocou como uma espécie de símbolo do movimento da contracultura que vinha acontecendo nos Estados Unidos. Ele inspirou atores como Kevin Costner, Pierce Brosnan, Bruce Willis e Collin Farrell, além de ter influenciado a moda masculina da época.

De acordo com Abbade, a obra dele serve inclusive para analisar as bases da cultura cinematográfica na época. Ao contrário de outros atores, não hesitava ao “comprar briga” com roteiristas por diálogos ou histórias que, para ele, não faziam sentido. “McQueen era um ícone tão forte que se sentiu à vontade para dizer não a diretores como [Francis Ford] Coppola, [Steven] Spielberg e Milos Forman, recusando convites milionários e papéis com que outros profissionais sonhavam, como os de Apocalypse Now e Um Estranho no Ninho“, conta Abbade.

Confira os filmes e documentários que estarão em cartaz durante a mostra:

FILMES:

Império de gangster (Never love a stranger), de Robert Stevens (1958) 91 min

A bolha assassina (The blob), de Irvin S. Yeaworth Jr. e Russell S. Doughten Jr. (1958) 86 min

O grande roubo de St. Louis (The great St. Louis Bank robbery), de Charles Guggenheim e John Stix (1959) 89 min

Quando explodem as paixões (Never so few), de John Sturges (1959) 125 min

Steve McQuen em Bullitt – Foto: Divulgação

Sete homens e um destino (The magnificent seven), de John Sturges (1960) 128 min

A máquina do amor (The honeymoon machine) (1961), de Richard Thorpe (1961) 87 min

O inferno é para os heróis (Hell is for heroes), de Don Siegel (1962) 90 min

O amante da guerra (The war lover), de Philip Leacock (1962) 105 min

Quanto vale um homem (Soldier in the rain), de Ralph Nelson (1963) 88 min

Fugindo do inferno (The great escape), de John Sturges (1963) 172 min.

O preço do prazer (Love with the proper stranger), de Robert Mulligan (1963) 102 min

O gênio do mal (Baby the rain must fall), de Robert Mulligan (1965) 100 min

A mesa do diabo (The Cincinnati kid), de Norman Jewison (1965) 102 min

Nevada Smith, de Henry Hathaway (1966) 128 min

O canhoneiro do Yang-Tsé (The Sand Pebbles), de Robert Wise (1966) 182 min

Crown, o magnífico (The Thomas Crown affair), de Norman Jewison (1968) 102 min

Bullitt, de Peter Yates (1968) 114 min.

Os Rebeldes (The reivers), de Mark Rydell (1969) 107 min

As 24 horas de Le Mans (Le Mans), de Lee H. Katzin (1971) 106 min

Junior Bonner – Dez segundos de perigo (Junior Bonner), de Sam Peckinpah (1972) 100 min

Os implacáveis (The getaway), de Sam Peckinpah (1972) 123 min

Papillon, de Franklin J. Schaffner (1973) 151 min

Inferno na torre (The towering inferno), de John Guillermin (1974) 165 min

O inimigo do povo (An enemy of the people), de George Schaefer (1978) 103 min

Tom Horn, O cowboy (1980), de William Wiard (1980) 98 min

O caçador implacável (The hunter), de Buzz Kulik (1980) 97 min

DOCUMENTÁRIOS:

Steve McQueen (Steve McQueen: Man on the edge), de Gene Feldman e Suzette Winter (1990) 60 min

Eu sou Steve Mcqueen (I am Steve Mcqueen), de Jeff Renfroe (2014) 90 min

Steve McQueen: A essência do formidável (Steve McQueen: The essence of cool), de Mimi Freedman (2005) 87 min

Serviço:

Mostra Steve McQueen – The King of Cool
De 22 de fevereiro a 29 de março de 2021
Evento gratuito. É necessário adquirir o ingresso no site da Eventim.

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP

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