Retrospectiva 2021: 5 livros que marcaram 2021

Confira os 5 livros que tiveram crítica do e-Urbanidade e marcaram o ano de 2021.

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Amara Moira - Foto: Cintia Antunes
Amara Moira - Foto: Cintia Antunes

A literatura, uma das expressões artísticas mais antigas da humanidade, também teve muita presença no ano de 2021. Ainda sob os efeitos da pandemia, muitas pessoas se viram mergulhadas nos livros, seja como forma de atenuar um pouco o difícil cotidiano de um mundo pandêmico, seja como forma de aproveitar o atual contexto e se atualizar.

Ou ainda, muitos tiveram simplesmente o intuito de embarcar por horas em uma viagem com diversos destinos, sem sair do lugar, efeito propiciado por uma boa leitura. 

Confira cinco livros que marcaram o ano de 2021 no e-Urbanidade:

#1 – Retratos da Quarentena

Em tempos de pandemia, a arte se tornou um objeto essencial para expressar sentimentos e entrar em contato com o mundo exterior. Foi neste contexto que nasceu o livro Retratos da Quarentena, da editora Símbolo Artesanal. O livro possui nove contos, cada um escrito por uma autora diferente, trazendo reflexões a respeito do isolamento social.

A coordenação de Retratos da Quarentena ficou a cargo de Silvia Schmidt, que escreveu um dos nove contos da obra – chamado Mesa Redonda Sob O Signo Do Bestiário. A autora também acredita que o fato de fazer o livro em formato de contos foi outro grande desafio, já que é preciso sintetizar o conteúdo ao máximo e ao mesmo tempo manter o sentimento.

#2 – Trânsito

Para quem já terminou um relacionamento duradouro e passou pela fase de adaptação das novas rotinas práticas e sociais advindas desse final, Trânsito, segundo livro da trilogia de Rachel Cusk, consegue nos levar para este não-lugar.

O livro, lançado pela Editora Todavia é um bom exemplo do que poderíamos chamar de “literatura não-dramática”: sem uma grande jornada da sua protagonista, ou seja, sem uma heroína, numa escrita que descumpre as premissas aristotélicas do que seja um drama.

#3 – Um homem só

Um dos maiores clássicos da literatura LGBT, publicado pela primeira vez em 1964, e nesse ano ganhou nova tradução pela Companhia das Letras.

A história gira em torno do protagonista George, que tem em torno de cinquenta anos e perdeu o marido recentemente em um acidente de trânsito. A partir desse plot trágico, o leitor acompanha a rotina do professor, desde seu café matutino e relações com os vizinhos até o fim da noite. A jornada envolve o encontro com sua amiga Charley, suas aulas e até um encontro fortuito com um aluno.

#4 – Neca

De Amara Moira, com selo da Editora Sexo da Palavra, Neca conta a história de uma travesti que vivia da prostituição e passa a refletir sobre amor, hipocrisias e fantasias sexuais. O livro conta com importantes participações, como a de Amanda Palha, que assina o prefácio, Caia Maria Coelho, o posfácio e Lino Arruda, duas ilustrações, além do escritor Marcelino Freir, que escreveu a contracapa da obra.

O livro traz poesias escritas há 15 anos pela autora, em pajubá, uma língua que foi se forjando no seio da cultura travesti, com um propósito de segurança.

#5 – Morto Não Fala E Outros Segredos do Necrotério

Em seu livro Morto Não Fala E Outros Segredos de Necrotério, o jornalista e cronista policial Marco de Castro denuncia o racismo e escancara a imoralidade e a violência da cidade de São Paulo em diferentes histórias de horror. Duas delas foram adaptadas para as telonas com os títulos Ninjas, curta-metragem de 2010, e Morto Não Fala, de 2019, ambos do diretor Dennison Ramalho.

O livro tem o selo da DarkSide Books, e traz o ponto de vista do autor diante de tantos crimes ocorridos na capital paulista.

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