Resenha: Daisy Jones & The Six, de Taylor Jenkins Reid

Todo mundo conhece Daisy Jones e The Six, mas até agora ninguém sabia a razão por trás de sua separação no auge de sua popularidade.

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Daisy Jones & The Six por Taylor Jenkins Reid. Foto: Beatriz Garcia

A década de 1970 foi incrível para a música. O Rock tomou o mundo de assalto, lotando arenas e reunindo multidões de fãs obcecados. É essa a história de Daisy Jones que mais tarde se torna Daisy Jones & The Six.

Daisy Jones & The Six por Taylor Jenkins Reid. Foto: Beatriz Garcia

E é até decepcionante saber que nenhuma composição presente nas mais de 200 páginas podem ser reproduzidas em alguma plataforma musical. Ah! Como eu gostaria que as músicas fossem reais.

A autenticidade, a intriga, o drama, o rock n ‘roll, a emoção — essa é (mais) uma obra-prima de Taylor Jenkins Reid. Um romance emocionante sobre a rápida ascensão de um grupo de rock icônico dos anos 1970 e sua bela vocalista Daisy, revelando o mistério por trás de sua separação infame.

Daisy Jones é uma garota que cresceu em Los Angeles no final dos anos 1960, entrando sorrateiramente nos clubes da Sunset Strip, dormindo com estrelas do rock e sonhando em cantar no Whisky a Go Go.

Aos 20 anos, ela tem uma beleza desatenta que deixam as pessoas encantadas e sua voz é notada.

Neste mesmo momento chama também a atenção The Six, uma banda liderada pelo taciturno Billy Dunne. Na véspera da primeira turnê, sua namorada Camila descobre que está grávida e, com a pressão da paternidade e da fama iminentes, Billy fica um pouco louco na estrada.

“Eu podia sentir meu microfone vibrando enquanto eles gritavam e batiam os pés e eu pensei,  puta merda, nós somos estrelas do rock .”

BILLY DUNNE

Os personagens lutam com os conflitos pessoais, o misto de sentimentos e o poder de estar no topo do mundo ao de ter uma vida e um amor normal.

Taylor Jenkins Reid é uma escritora talentosa que leva seu trabalho a um novo nível com Daisy Jones & The Six. Captura de forma brilhante a essência de cada personagem, e assim somos absorvidos pelas histórias, jornadas, falhas e conquistas de cada um.

Enquanto Billy tentava se manter forte contra o vício do álcool, Daisy estava fora dos trilhos com o vício em álcool e drogas. Havia um romance secreto entre dois membros da banda e uma atração proibida entre dois outros.

O grupo setentista vivia o auge, dominava as paradas de sucesso e quando conseguiram Rod Reyes como empresário, finalmente acharam que chegariam até a Lua. A história se desenrola organicamente para contar como a como se separaram no auge da fama.

“Eu não tinha absolutamente nenhum interesse em ser a musa de outra pessoa. Eu não sou uma musa. Eu sou uma pessoa. Fim da porra da história.”

Daisy Jones

A história é essencialmente um documentário de uma banda. E essa é a intenção da escritora, conforme contou em entrevista a revista Rolling Stone, pois queria que o leitor não se sentisse em uma ficção. “Eu queria que o livro soasse como um episódio de Behind the Music, como se você estivesse ouvindo a história diretamente dos envolvidos. Sem filtros. A conclusão que cheguei foi que deveria ser uma história oral”, arremata Reid.

Esse é um dos pontos principais do livro, mesmo entre excessos de personagens e detalhes, não se torna nada cansativa. Confesso que Taylor Jenkins me surpreendeu, pois no início não achei que seria uma boa ideia o livro ser narrado dessa forma.

No fim, a escrita torna-se bem fluída e instigante. é fácil imaginar os cenários e se apaixonar pela banda fictícia. É o tipo de livro para ler em poucos dias (ou horas). É um feito incrível. E é difícil de acreditar que a banda não existe e as composições não são reais.

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