Plataforma TePI dá visibilidade ao teatro de povos indígenas

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Zahy Guajajara - Foto: Divulgação/Assessoria Outra Margem
Zahy Guajajara - Foto: Divulgação/Assessoria Outra Margem

Idealizada pela diretora artística Andreia Duarte e pelo filósofo, ambientalista e líder indígena Ailton Krenak, a plataforma TePI é uma forma de resistência. A iniciativa disponibiliza gratuitamente peças, leituras dramáticas, performances, podcasts, textos, conversas e diversos outros conteúdos.

Estão envolvidos diretamente cerca de 85 convidados, entre artistas, pesquisadores, intelectuais e produtores indígenas e não-indígenas com o objetivo de democratizar as primeiras narrativas traçadas pelos povos originários. 

Além de valorizar o protagonismo dos povos originários, a plataforma tem o objetivo de reconhecer nesses trabalhos, as estéticas e conexões presentes que podem ampliar a percepção sobre a vida na terra, além da possibilidade de globalizar as narrativas indígenas. 

Sendo o teatro um espaço de poder, criação e reinvenção da vida, a iniciativa reúne obras que pautam temas urgentes como a luta dos povos pelo direito à terra e a moradia; as tradições, a cultura e as peculiaridades de cada etnia indígena; e a memória individual e coletiva dessas nações.

Como serão as apresentações? 

Pensada inicialmente como um evento presencial, a TePI — Teatro dos Povos Indígenas reúne 71 conteúdos em vídeo e em diversos outros formatos. Porém, após esse período, os conteúdos continuarão a ser disponibilizados na plataforma. 

Os conteúdos são divididos em cinco eixos: mostra artística, com peças, atuações e leituras dramáticas; encontros, com conversas, atos para a cura e práticas pedagógicas; internacionalização, com encontros entre programadores e artistas indígenas de vários países; paisagem crítica, com textos e vídeos sobre os trabalhos da plataforma; e publicações sobre o projeto.

A peça Trewa — Estado-Nação Ou O Espectro Da Traição, da Cia Teatro KIMVN, trata da violência histórica exercida contra o povo Mapuche pelo Estado do Chile. Na mawida, em meio ao frio e à neve, pessoas próximas de Yudith Macarena Valdés Muñoz, que morreu em 2016, em Tranguil, no sul do Chile, pedem ao ngen mapu permissão para exumar o corpo dela.

Já a performance-manifesto Lithipokoroda, de Lilly Baniwa, foi produzida por artistas indígenas da cidade de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Uma mulher ancestral adormece, anda pela floresta e atravessa a cidade em direção à Maloca, a casa do conhecimento dos povos indígenas.

O trabalho é uma forma denunciar as invasões genocidas que vem acontecendo ao longo dos séculos com os povos indígenas, pelos missionários, padres e pastores. E ainda por tanto sangue derramado, por tantas proibições, preconceitos e perseguições das culturas originárias.

Clique aqui para saber mais. 

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