5 perguntas para Lawrence Garcia, coordenador do 3º FestFIM

3º FestFIM tem mais de 100 horas de programação, em nove atividades formativas, de diversas linguagens, tudo online e gratuito.

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Lawrence Garcia - Foto Jorge Etecheber
Lawrence Garcia - Foto Jorge Etecheber

O 3º FestFIM – Festival de Artes do Fim do Mundo está de volta. Depois de outras duas edições realizadas em 2020, chega em 2021 com mais de 100 horas de programação. São mais de quinze vertentes artísticas, em uma maratona cultural sem que ninguém precise sair de casa. 

As ações estão divididas em debates, leituras dramáticas, workshops, oficinas, minicursos, debates. Todas com reuniões online por meio da plataforma Zoom e também com lives no YouTube. Já os temas abordados no festival, vão desde literatura para bebês e crianças, moda, arte e consumo, fotografia de nu, entre outros. 

Além das atividades formativas, 70 projetos de diferentes vertentes da arte estão na programação on-line, divididas em categorias como Estreias, Parcerias, Lives, Curtas e Gravações. No total, artistas de 20 cidades brasileiras participam do festival. 

Um dos destaques da programação é dançarina Letícia Sekito, que apresenta a relação da dança e do audiovisual, por meio de um debate intitulado  Vídeo como criação em dança: fronteiras, transbordamentos, fluxos e fissuras na relação entre dança e audiovisual.

Outro destaque está na Oficina de Drag Monster, com Gaia Ogre, em que os participantes devem reconhecer seus demônios interiores e reproduzem o que sentiram com a meditação por meio da maquiagem. Serão ensinadas técnicas de maquiagem drag e artística.

Gaia Ogre - Foto: Divulgação
Gaia Ogre – Foto: Divulgação

O e-Urbanidade conversou com Lawrence Garcia, coordenador geral do FestFIM e um dos fundadores da Cia. Apocalíptica. Confira:

#1 – e-Urbanidade: Como foi o processo de elaboração e escolha das oficinas do Festival?

Lawrence Garcia: Desde a primeira edição, a organização do FestFim sempre valorizou a inclusão de oficinas no festival. Nesta terceira edição nos surpreendemos com a qualidade e com a variedade de temas de atividades que foram inscritas. Assim, conseguimos incluir 10 oficinas. Das 100 horas de programação do festival, 48 horas são para a realização dessas atividades.

#2. Qual a importância da integração das diversas linguagens artísticas nos dias de hoje?

L.G: Essa pluralidade faz parte do cerne da nossa Companhia. A Cia. Apocalíptica é formada por uma equipe de artistas múltiplos. O teatro é nossa vertente, mas dentro dele expandimos para literatura, música, audiovisual e dança. E quando idealizamos fazer um festival, sempre pensamos que ele teria que ser de artes integradas. Dentro de uma sociedade cada vez mais plural, fica cada vez mais difícil definir uma única linguagem artística. Para nós, um festival contemporâneo que pensa o fazer artístico para além da apresentação, que pretende deixar um legado, precisa ser de artes integradas.

#3. Como vocês veem a arte no período antes e pós-pandemia?

L.G.: Acreditamos que haverá uma readaptação. Não voltará ao que era antes da pandemia. Nesse período nós descobrimos novos caminhos e daqui para frente não deixaremos mais de explorar isso. A arte on-line já existia, mas ela foi fundamental nesses dois anos e, por isso, apostamos, cada vez mais, em arte híbrida. Apresentações que vão ocorrer ao mesmo tempo no presencial e no virtual. Espetáculos e editais pensados exclusivamente para canais digitais. A combinação de formatos será uma realidade no período pós-pandemia.

#4. Quais foram os principais desafios para poder viabilizar o festival?

L.G.: Na primeira edição, em agosto de 2020, o desafio foi entender o que era a arte on-line no interior de São Paulo. Em São José do Rio Preto era a primeira vez que um festival era realizado neste formato.

Na segunda edição, em março de 2021, a barreira foi como se destacar no universo on-line com o boom de apresentações e eventos virtuais sendo realizados no período. Nesta terceira edição, a expectativa é em relação ao engajamento do público que está em uma fase de readaptação entre as atividades presenciais e virtuais. Mas acreditamos, pela programação bem diversificada, o festival terá um bom resultado.

#5- Estamos em um período de reabertura dos espaços culturais. Como vocês pensam que será a procura do público para o retorno das atividades? Acham que haverá uma movimentação maior ou menor que antes da pandemia?

L.G.: Recentemente a nossa companhia fez uma apresentação presencial em São José do Rio Preto e os ingressos se esgotaram em poucos dias. Com isso percebemos que o público está muito ansioso por essa retomada. Acredito que nessa volta teremos muitos espetáculos e apresentações sendo realizados com plateias cheias até que, com o tempo, haja um equilíbrio natural próximo de períodos antes da pandemia, até porque nosso país vive atualmente uma grande crise econômica e a cultura, infelizmente, é vista como algo supérfluo por parte da população. Então existe essa saudade, essa vontade do público de retornar ao teatro, e depois disso, acredito que terá uma normalização.

Serviço
3º FestFIM
Inscrições para atividades formativas – de 27 de outubro a 4 de novembro.
Programação e informações disponíveis no site da Cia Apocalíptica – https://ciaapocaliptica.com/festfim3

Transmissões
Site da Cia Apocalíptica – www.ciaapocaliptica.com/
Facebook – https://www.facebook.com/cia.apocaliptica
Instagram – https://www.instagram.com/cia.apocaliptica/

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