O 29º Festival Mix Brasil inicia com atividades gratuitas

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Boys Meet Boys - Foto: Divulgação
Boys Meet Boys - Foto: Divulgação

Nesses quase dois anos de pandemia fomos obrigados a ver filmes online, a partir de computadores, celulares ou televisões. Já estávamos todos sedentos por calor humano, pelos reencontros. O Festival Mix Brasil proporciona muitos desses encontros em sua 29a edição, com formato híbrido, ou seja: você pode continuar vendo os filmes no conforto da sua casa ou matar a saudade de uma sala de cinema. 

O festival é referência nos eventos de cultura dedicados à diversidade na América Latina. Essa edição vem com mais pluralidade do que nunca: 117  filmes de 28 países e de todas as regiões do Brasil, cinco espetáculos teatrais inéditos, shows musicais, literatura, palestras e workshops sobre temas relevantes para comunidade LGBTQIA+. Além de homenagear o cantor Ney Matogrosso com o prêmio Ícone Mix.  

Cinco espaços culturais da capital paulista recebem a programação presencial: CineSesc, Centro Cultural São Paulo – Sala Lima Barreto, MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, Teatro Paulo Eiró e Centro Cultural da Diversidade. A parte online pode ser assistida através do site www.mixbrasil.org.br.

Vale lembrar que os eventos presenciais seguem os protocolos de segurança contra a covid-19 exigidos pelos locais, inclusive a exigência do comprovante de vacinação.

Ney Matogrosso - Foto: Divulgação/Mix Brasil
Ney Matogrosso – Foto: Divulgação/Mix Brasil

A Spcine também participa do 29º Festival Mix Brasil promovendo o MixLab SPcine, com mesas, workshop e uma masterclass com a cineasta Monika Treut, pioneira do cinema LGBTQIA+ alemão, que conta com dois filmes seus na programação deste ano: o clássico Gendernauts (1999) e Genderation (2021).

A parceria com a Spcine também é representada por uma vitrine exclusiva de destaques do festival, que será exibida dentro da plataforma www.spcineplay.com.br durante 90 dias.

Alguns dos destaques internacionais

O Panorama Internacional traz títulos inéditos no Brasil de diretores e atores consagrados que tiveram suas obras premiadas e selecionadas nas últimas edições dos festivais de Cannes, Berlim, Tribeca, Frameline, Queer Lisboa, Toronto e OutFest Los Angeles.  

Entre os destaques estão A Fratura (França) de Catherine Corsini, vencedor do Queer Palm no Festival de Cannes;  Being BeBe – A História de BeBe Zahara Benet, de Emily Branham (EUA, Camarões), documentário sobre a primeira vencedora de RuPaul’s Drag Race; BeBe Zahara Benet e Genderation,  de Treut, que quase duas décadas depois de lançar seu documentário Gendernauts em 1999, volta à Califórnia para reencontrar seus protagonistas, em um filme que teve sua estreia no Panorama do Festival de Berlim.

Alguns dos destaques nacionais

Sete títulos em longas e médias nacionais concorrem ao Coelho de Ouro de melhor filme brasileiro. Entre eles está Deserto Particular, de Aly Muritiba, indicado do Brasil ao Oscar 2022.

Completam a lista de concorrentes:  A Primeira Morte de Joana de Cristiane Oliveira (RS); Até o Fim de Glenda Nicácio, Ary Rosa (BA); Deus Tem AIDS, de Fábio Leal e Gustavo Vinagre (PE/SP); Madalena de Madiano Marcheti (MS); Máquina do Desejo de Joaquim Castro, Lucas Weglinski (SP); e Vênus de Nyke, de André Antônio (PE).

O panorama nacional traz também cinco filmes dedicados ao cantor Ney Matogrosso,  homenageado com o prêmio Ícone Mix deste ano,  como Ney À Flor da Pele, de Felipe Nepomuceno; Ralé, de Helena Ignez; Depois de Tudo, de Rafael Saar; Caramujo-Flor e Olho Nu,  ambos de Joel Pizzini

Completando a programação de longas e médias brasileiros, o programa Queer.doc destaca a boa safra de documentários nacionais com os títulos A Última Imagem, de Benedito Ferreira; Transversais, de Émerson Maranhão; e Perto de Você, de Cássio Kelm, que terá sua estreia internacional na próxima edição do IDFA, um dos mais importantes festivais de documentários do mundo.

Alguns dos destaques em Teatro

O Festival traz para os amantes de teatro mais uma edição do Dramática. Os cinco espetáculos inéditos, selecionados a partir de edital com 61 inscritos que estão sendo desenvolvidos em residências desde setembro no Centro Cultural da Diversidade, e que levantam temas fundamentais para comunidade LGBTQIA+.

Alguns dos destaques são Ele, de Oliver Olivia, um casal formado por dois homens, cisgênero e transgênero, casados na vida real, que se colocam num palco para juntos realizarem jogos performativos. O Que Resta? de Thiago Vilanova e Edson Thiago Rossi, dois amantes separados durante a pandemia se reencontram num apartamento após buscarem suas identidades indígena e transexual.

O Silêncio Anuncia o Grito ou Voz Bixa, de Marco Antonio Oliveira, trata das lembranças da infância de uma criança viada. Sobrevida de Jaques Machado revive os conflitos de compartilhar seu diagnóstico positivo para HIV. 

As estreias acontecem entre os dias 12 e 14 de novembro no Teatro Paulo Eiró e serão disponibilizadas a partir do dia 17 de novembro nas plataformas digitais do Mix e https://culturaemcasa.com.br/.

Alguns dos destaques em Literatura

Contando com a curadoria de Alexandre Rabello, o Mix Literário traz mesas com a participação de nomes fundamentais do mercado editorial nacional, autores e editores que discutem o lugar da comunidade LGBTQIA+.

Entre os destaques estão encontros e lançamentos sobre a edição revista e ampliada de Seis Balas Num Buraco Só, de João Silvério Trevisan; Palavra De Escritora, Acadêmica E Puta: Fricções Entre A Confissão E A Ficção com a escritora argentina Camila Sosa Villada; Como Contar Para As Crianças: A Emergência De Uma Literatura Infantil De Temática Queer, com Raphaela Comisso e Janaína LeslãoAndré Romano, além de outros encontros com escritores que a comunidade queer brasileira e internacional tem revelado.

Serviço
29° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade
De 10 a 21 de novembro| GRATUITO
mixbrasil.org.br
Gratuito



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