MIS apresenta mostras gratuitas de novos talentos da fotografia

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Quem está procurando atividades culturais seguras e gratuitas na cidade de São Paulo não pode deixar de conferir as mostras que integram o projeto Nova Fotografia 2020, do Museu da Imagem e do Som.

Fotografia da exposição Castelos e Ruínas – Foto: Lucas Sirino

O projeto Nova Fotografia, criado em 2011, funciona como uma instalação permanente no MIS, que a cada ano expõe seis mostras de diferentes artistas promissores no ramo da fotografia.

Os trabalhos foram selecionados pela convocatória que aconteceu em 2020, e juntos apresentam um panorama, composto de 93 fotografias, exibindo diversidade artística, qualidade e inovação.

O acompanhamento curatorial da edição de 2020 foi feita pelo artista visual André Penteado, a curadora Mônica Maia e o pesquisador Ronaldo Entler.

Na exposição Offline, Ana Rovati realiza uma performance em formato de fotografias. A artista deixou de utilizar a internet durante um ano, de 2015 a 201. E registrou os impactos desse processo por meio de fotos, textos, diários, bilhetes, selos e cartas, trazendo uma reflexão sobre os nossos tempos. O projeto tomou forma pela primeira vez em 2018, quando ela lançou o fotolivro Offline.

Origami, de Ana Clara Muner, retrata o universo de sua avó, que sofre de mal de Parkinson e, por isso, toma remédios que causam alucinações e alterações em sua realidade. Além das fotografias, a exposição também traz colagens e textos, que levantam reflexões sobre a memória e a realidade. Fotógrafa e videomaker, Muner já exibiu seus trabalhos em mostras na Itália e Dinamarca.

Já em Nunca Enganaremos, Paula Pedrosa mistura paisagens da região sudeste com paleontologia, buscando entender as relações entre o mundo pré-histórico e o presente. A mostra foi feita com base em pesquisas bibliográficas e consulta a pesquisadores. Por ser formada em ecologia e biologia, uma constante nos trabalhos de Pedrosa é a mistura entre arte visual e naturalista com noções de história e filosofia.

Lucas Sirino se inspira no primeiro álbum de estúdio do rapper carioca BK para compor a mostra Castelos e Ruínas, que retrata as paisagens urbanas de São Paulo. De acordo com Entler, o conjunto de fotografia “não esconde as contradições de que a cidade é constituída: ela é erguida também por demolições, sua paisagem é feita de muitas invisibilidades, oferece espaços públicos para pessoas seletas, garante liberdades por meio do controle, admite todo tipo de caos e de violência em nome da ordem e da paz“.

Marcelo Schellini apresenta uma pesquisa visual sobre a invisibilidade dos muçulmanos de origem africana na sociedade brasileira na exposição Tarikh al-Brasil (História do Brasil, em árabe). Ele faz uma análise sobre os mais de 400 anos de vivência deste povo no Brasil (desde que foram trazidos para cá por meio do tráfico negreiro) ao mesmo tempo em que coloca as suas próprias experiências na obra, como membro desta comunidade

A sexta exposição é Sombra de Vitória, de Daniela Torrente. A artista convidou mães a se fotografarem com seus filhos em fotos em que aparecem cobertas. Abordam a invisibilidade delas e o papel da mulher na nossa sociedade patriarcal. Ao mesmo tempo faz referência aos retratos “hidden mother“, famosos na era vitoriana, quando as mães tinham seus rostos cobertos por panos enquanto seus filhos eram fotografados.

Além das exposições presenciais, o MIS também oferece uma série de palestras, atividades e cursos virtuais em seu site e redes sociais. Para conferir a programação completa, clique aqui.

Serviço
Exposição Nova Fotografia
MIS – Museu da Imagem e do Som
Av. Europa, 158, Jardim Europa – São Paulo.
Exposição gratuita e aberta ao público de terça a domingo, das 11h às 17h (última entrada às 16h).

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