Japan House São Paulo recebe exposição sobre joias japonesas

Exposição [ím]pares apresenta estética japonesa por meio de peças inovadoras criadas por cinco designers mulheres.

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Mariko Kusumoto - Foto: divulgação
Mariko Kusumoto, uma das designers da exposição - Foto: divulgação

Quando pensamos em joias é inevitável em um primeiro momento uma associação a materiais já conhecidos, como ouro, prata, rubi, diamante, etc. Mas as designers de joias japonesas Miki Asai, Naho Okamoto, Mariko Kusumoto, Emiko Suo e Nahoko nos provam que para a imaginação não há limites, principalmente se aplicada ao design de joias.

Materiais como metal, tecido, vidro, bambu, ratã, madrepérola, concha e até papel e casca de ovo são matérias-primas para essas artistas, que fazem parte da exposição [ím]pares, com visitação gratuita até 12 de junho, na Japan House São Paulo.

O nome da exposição, [ím]pares, reflete a dualidade entre os estilos únicos das cinco designers e o fato de todas serem pares na profissão. Área em que muitas mulheres são atuantes junto com artistas homens que criaram marcas de joalherias de luxo internacionalmente reconhecidas. A expografia é do escritório Metro Arquitetos. 

A mostra apresenta a estética japonesa por meio de 75 criações inovadoras, entre colares, pingentes, brincos, anéis, pulseiras e broches que ocupam o térreo da instituição na Avenida Paulista.

O conceito japonês de adorno

O conceito de adorno e o costume de se enfeitar assumiram diferentes significados ao redor do mundo com o passar dos anos. No Japão, foi após a Era Meiji (1868-1912) que a produção e a indústria de joias começaram a se desenvolver seguindo os padrões ocidentais, evolução que resultou na estética atual. 

Para além das associações mais imediatas sobre design japonês no Brasil, que conta com predominância de linhas retas de estilo minimalista, as obras selecionadas pela curadoria, 15 de cada artista, apresentam exuberância nas formas. Também em escala, texturas, cores, peças articuladas e até uma estética lúdica.

“Cada uma das designers de joias traduz, à sua maneira, a sutileza e força de um adorno. Acessórios são, por definição, não-essenciais, porém podem atuar de maneira extremamente decisiva e pessoal na construção da representação identitária para transmitir diferentes mensagens de acordo com o uso e combinação feita por cada pessoa”, comenta Natasha Barzaghi Geenen, curadora e diretora da instituição. 

A exposição

Na exposição estão Mariko Kusumoto (cujo trabalho com tecido moldado para lembrar flores e corais já chamou a atenção de Jean Paul Gaultier) e Naho Okamoto, dona da SIRI SIRI (uma das grandes marcas de joalheria japonesa, que desenvolve um trabalho de economia sustentável junto a artesãos locais), dois nomes cujos talentos e projeções já ganharam o mercado internacional.

A seleção também destaca artistas como Miki Asai (reconhecida por seu trabalho delicado inspirado no conceito do wabi sabi – busca do belo na imperfeição), Emiko Suo (com duas séries de trabalhos em metal expostas na exposição, uma dedicada às linhas e outra às malhas de metais, que ganham aparência de tecido por serem revestidas com cerâmica).

Também Nahoko Fujimoto apresenta eu trabalho com estruturas metálicas móveis e ímãs dá origem a peças inspiradas na natureza que se abrem e ganham volume. 

SERVIÇO:
Exposição [ím]pares
Apoio: Japan Jewellery Designers Association (JJDA)
Período: de 5 de abril a 12 de junho de 2022
Local: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 (térreo)
Horário: terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 9h às 19h; domingos e feriados, das 9h às 18h.
Reserva online antecipada (opcional): https://agendamento.japanhousesp.com.br/
A exposição conta com recursos de acessibilidade.

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