IMS promove debates virtuais sobre a comunidade LGBTQIA+ na América Latina

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Alguns dos participantes dos debates – Foto: Divulgação assessoria

Junho marca o mês do orgulho LGBTQIA+, e com isso em mente o Instituto Moreira Salles traz, nos dias 9 e 10, dois debates virtuais sobre a atuação dos coletivos da América Latina na preservação da memória da comunidade queer. As lives Arquivos LGBT+ na América Latina serão transmitidas pelo Facebook e YouTube do IMS, e contam com a participação de ativistas brasileiros, argentinos, bolivianos e cubanos.

Os debates fazem parte da programação da mostra Madalena Schwartz – As Metamorfoses, com uma sessão inteira dedicada às travestis e transformistas de São Paulo da década de 1970. A exposição fica em cartaz até 26 de setembro no IMS Paulista.

Durante as lives Arquivos, a ideia proposta pelo IMS, é abordar a importância dos acervos de memória voltados à comunidade LGBT como forma de resistência, e como estes acervos são constituídos. Para isso, o Instituto reuniu ativistas que também contribuíram para a composição da mostra sobre Madalena Schwartz, além de trabalharem, em seus países de origem, com a restauração de arquivos da comunidade queer. A mediação das lives é de Tony Boita, com comentários de Gonzalo Aguilar.

No dia 9 de junho, Boita recebe Remom Bortolozzi, fundador do Acervo Bajubá, que é uma iniciativa comunitária de pesquisa da cultura LGBT no Brasil. Além dele, a live traz a ativista cubana Librada González Fernandéz, criadora do Archivo CubaneCuir, que preserva documentos da comunidade em seu país de origem.

Juntos, Remom e Libradas discutem a concepção das coleções de seus projetos, desde a busca dos materiais até a preservação de documentos. Eles também falam sobre a importância deste tipo de preservação, que muitas vezes é ocultada por narativas oficiais.

Já no segundo debate, do dia 10 de junho, Boita e Aguilar recebem a ativista María Belén Correa, fundadora da Associação de Travestis da Argentina e do Archivo de la Memoria Trans de Argentina, e o boliviano David Aruquipa Pérez, presidente do Directorio de la Comunidad Diversidad. David também é o autor do livro La China Morena: Memoria Histórica travesti, que fala sobre os primeiros homossexuais e as primeiras travestis a participarem de festas populares na Bolívia.

Durante o segundo debate, María e David falam sobre os impactos que essas iniciativas de preservação da memória oferecem dentro e fora da comunidade, fortalecendo o debate e promovendo transformações políticas.

Serviço
Lives Arquivo LGBT+ na América Latina
Dias 9 e 10 de junho, às 19h.
Transmissão gratuita no canal de YouTube e perfil do Facebook do IMS.
Nas duas plataformas haverá interpretação em libras. No Facebook a opção de legendas também estará disponível.

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