Podcast Rolê Urbano

terça-feira, 19 de outubro de 2021
Alteridade - Foto: Vinícius Berger

Alteridade

Em Alteridade, a voz de uma mulher estuprada e sua trajetória de restabelecimento são o ponto de partida para a discussão sobre a ética que nos rege. O espetáculo é o jogo cênico entre as artistas, o novo meio de comunicação que a pandemia impôs – o teatro on-line e o texto homônimo de Maria Giulia Pinheiro.

Durante sete unidades dramáticas denominadas “círculos”, ela narra a violência a que foi submetida, a tentativa de se restabelecer, a notícia da gravidez, a opção do aborto, a culpa, a ilegalidade de escolher, a dissociação entre lei e corpo e o rompimento com a velha mitologia patriarcal.

A voz dessa mulher perpassa as diversas camadas da Sociedade do Estupro e vai, pelo arquétipo de Alteridade, encontrando aberturas para a reconstrução de si.

Ela (Elas, Nós?) tenta se restabelecer, encontrar um jeito de se sentir bem no mundo, um espaço seu. Ela vive a dor do trauma, colocando pra fora a violência que viveu, e nessa experiência, acaba rompendo com a velha lógica patriarcal na qual vivia. Um assunto essencial, em um país que tem 50 mil casos de estupro por ano.

Serviço
Dia 16,17, 18, 23,24 e 25 de abril. Sextas e sábados às 20h e domingos às 18h.
Indicação Etária: 14 anos

Ficha Técnica
Texto: Maria Giulia Pinheiro
Direção: Gabriel Miziara
Elenco: Carolina Fabri e Marina Vieira
Produção: Canto Produções
Fotos: Vinícius Berger

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