Eu, Tonya – Blog e-Urbanidade

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Margot Robbie interpreta Tonya Harding
Margot Robbie interpreta Tonya Harding

Eu, Tonya (I,Tonya) retrata com louvor a sociedade tipicamente americana. Ao contar a história da complexa patinadora do gelo Tonya Harding (Margot Robbie) na sua intricada relação com a mãe – Lavona Harding interpretada por Allison Janney – e ex-marido – Jeff Gillooly de Sebastian Stan – revelam-se os reflexos da violência doméstica e que nem sempre o talento é a garantia de sucesso.

A cinebiografia é construída para explicar (e justificar) os motivos do drama da patinadora que ficou conhecida por ser acusada em planejar um ataque contra sua principal rival durante as Olimpíadas de Inverno de 1994, Nancy Kerrigan.

O roteiro de Steven Rogers inova ao contar a história da atleta em linguagem de documentário. Assim, as personagens vão apresentando e alinhavando a trajetória de Tonya, quebrando a quarta parede em alguns momentos. O diretor Craig Gillespie consegue dar ritmo e é extremamente eficiente na montagem das cenas de patinação.

Allison Janney é a perversa mãe da patinadora.

3 indicações ao Oscar 2018

Indicado em três categorias no Oscar (atriz – Margot, atriz coadjuvante – Allison e edição), Allison levou o Globo de Ouro e é a grande favorita ao prêmio da Academia. Margot apresenta uma Tonya extremamente correta e com silhuetas bem traçadas. É uma das melhores interpretações dessa leva cinematográfica norte-americana, mas as apostas são para Frances McDormand em Três Anúncios Para Um Crime. Uma das últimas cenas de Margot, a frente do espelho, é forte, humana e revela uma grande intérprete.

Mesmo que as indicações sejam mais que merecidas, em alguns momentos o elenco tropeça no tom caricatural.  Eu, Tonya tem ares de chapa branca, na tentativa de limpar a barra ou justificar o incidente a partir de toda violência que a protagonista foi vitima.

Incompreensível que Eu, Tonya não esteja na indicação de filme ao Oscar, pois trata-se de um longa-metragem bem realizado, com boas interpretações, um roteiro com equilíbrio entre emoção e humor, e uma estrutura completamente fora do convencional. Vale a ida ao cinema.

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