Entrevista com a escritora Lucilla de Almeida, autora de Rasgadas

Livro com 90 poemas escritos desde 2003 trata de sentimentos, autoconhecimento, relação familiar e amores rasgados, daqueles sem máscaras.

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Lucilla Simonsen - Foto: Divulgação
Lucilla Simonsen - Foto: Divulgação

Rasgadas de Lucilla Simonsen Paes de Almeida marca o fascínio desde pequena da autora pelo mundo das letras e sua formação em Língua e Literatura Inglesa.

O volume reúne textos elaborados por ela desde o ano de 2003 e reflete sobre os amores rasgados, sem máscaras. Também trata sobre autoconhecimento, o universo feminino, as relações familiares, entre outros temas.

O lançamento tem projeto gráfico de Claudio Novaes e o e-Urbanidade conversou com a autora.

#1 – Quais foram suas inspirações?

Lucilla Paes Simonsen de Almeida: Tenho muitas influências e inspirações, mas gosto muito do Paulo Leminski, do Manoel de Barros e da Clarice Lispector.

#2 – Como é o seu processo de escrita? Tem algum procedimento, método, inspiração?

L.P.S.A: Meus escritos acontecem a partir de uma situação que crio, que vivenciei, ou que alguém compartilha comigo. Assim, acabo me imaginando no lugar daquela pessoa.

Também acontece de escrever a partir de uma foto, objeto ou algo do tipo. Não tenho um método ou procedimento, mas incrivelmente só consigo escrever no papel branco, com lápis grafite e geralmente na madrugada.

Normalmente escrevo tudo de uma vez, depois volto ao texto, faço as correções necessárias, troco algumas palavras. Em alguns casos, nem altero o texto original.

Já em outras situações, uma ideia surge e escrevo várias palavras em um papel por alguns dias. Quando percebo que já tenho palavras suficientes, organizo tudo, formando um texto ou um poema.

#3 – Por que e quando você começou a escrever?

L.P.S.A: Comecei a escrever ainda adolescente, mas de forma mais constante, foi após o nascimento dos meus filhos. Descobri o maior amor existente ao me tornar mãe.

Por meio da escrita, coloco para fora minhas dores, raivas, revoltas, sensações, a alegria, a sensualidade e principalmente o amor. Acaba sendo um lugar onde me alivio, um refúgio.

#4 – Nos dias de hoje, em que os livros competem com as redes sociais, principalmente entre os mais jovens, qual seria a importância do ato de ler e de escrever?

L.P.S.A: Penso ser extremamente importante o ato de ler. Pessoas que leem, conseguem organizar as ideias, aprendem um novo vocabulário, ampliam a visão em assuntos diversos e, principalmente, usam a imaginação e instigam a criatividade.

No caso do meu livro, gostaria que meus textos atingissem o leitor naquele lugar adormecido que, por algum motivo, ele acabou blindando e não quer acessar.

Acredito que as pessoas hoje em dia não querem mais a experiência de sentir. É mais fácil.  Alguém, algum dia na vida, já passou por alguma situação presente nos meus textos: traição, saudade, obsessão, tristeza, desespero, amor incondicional ou desesperado, ilusão, desencanto, viuvez, amor profundo, encanto, felicidade, alegria, autoconhecimento, questionamento, amor espiritual, sedução e sensualidade.

Espero tocar dentro de cada um e causar aquele frio no estômago, um nó na garganta, soltar aquela lágrima, fazer lembrar, fazer sentir. Quando você entra em contato com o sentimento, nesse instante é que começa seu processo de cura.

Serviço
Rasgadas, de Lucilla Simonsen Paes de Almeida
Auana Editora
224 páginas.

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