Crítica: A Despedida, de Roger Michell

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A Despedida - Foto: California Filmes
A Despedida – Foto: California Filmes

Todo mundo sabe que a família é o bem mais precioso que temos, porém, por outro lado, essa reunião de pessoas tão distintas sempre vai ocasionar brigas e confusões. E isso fica muito claro em A Despedida, de Roger Michell.

A história apresenta o drama de Lily (Susan Sarandon), uma mulher de quase 60 anos com uma doença degenerativa. Assim, junto com marido Paul (Sam Neill), ambos decidem convocar as filhas, e os agregados, para informar que a mãe vai tomar medicamentos para se matar. Já que ela não aguenta mais o tratamento que não surte efeito em seu corpo.

Assim, como na vida real, a narrativa vai do riso às lagrimas em fração de segundos. O longa apresenta um drama familiar suave, passando pelo humor corriqueiro de qualquer família. Então, confusões e opiniões diferentes divertem o espectador.

Inicialmente A Despedida segue o gênero de comédia romântica. Aos poucos o drama vai assumindo o primeiro plano, mas as cenas risíveis e leves ajudam a aliviar os temas polêmicos, como eutanásia, direito a morte e até suicídio.

A Despedida - Foto: California Filmes
A Despedida – Foto: California Filmes

A direção de Roger Mitchel difere-se de trabalhos anteriores como Um Lugar Chamado Notting Hill. Já em A Despedida, o diretor imprime um estilo mais poético, deixando tudo mais fascinante e hipnotizante. E aí leva o publico a inevitável despedida, diante da enfermidade fatal.

Outro destaque é tom diverso do roteiro. Em tratar com naturalidade a aceitação familiar da relação homoafetiva da filha mais nova, Anna (Mia Wasikowska), com sua parceira Chris (Bex Taylor-Klaus).

Por fim, A Despedida tem um equilíbrio impecável entre o humor e o drama. Transita por vários temas delicados e de forma suave. E mostra a importância de cuidar dos seus familiares, enquanto estão todos vivos!

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