Corpórea Companhia de Corpos recebe importantes nomes da luta antirracista em série de lives

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Foto: Noelia Najera

Com uma trajetória significativa no campo da pesquisa, criação, pensamento e difusão da dança, a Corpórea Companhia de Corpos, desde sua criação em 2015, tem por alvo evidenciar corpos pretos em ações cotidianas. Tudo isso por meio da pesquisa sobre o protagonismo do corpo feminino no mundo atual.

Foto: Noelia Najera

“Achamos indispensável abrir espaço para aqueles que de alguma maneira vivem em seus corpos ou pesquisam num viés acadêmico as muitas formas do RACISMO. Acreditamos na arte que se constrói através dos diálogos do passado para entendimento e mudança do hoje”, comenta o coletivo que tem como fundadores Verônica Santos e William Simplicio.

A Corpórea Companhia de Corpos conta com a participação de nomes importantes da luta antirracista para a realização do projeto Fomentar Trajetórias: Movimentos Femininos em Recintos Femil(s) contemplado na 29ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

No primeiro dia tem a participação de Preta Ferreira, multiartista, abolicionista penal e ativista pelo direito à moradia no MSTC – Movimento Sem-Teto do Centro, com o tema CORPO-OCUPA – Um grito pela liberdade.

Em seguida, com o tema “Corpo Quilombo, transmigração e transatlanticidade”, o coletivo recebe como convidado o antropólogo, poeta e militante Alex Ratts, autor de várias obras sobre as questões étnico-raciais no Brasil.

Tem ainda Leci Brandão, cantora, compositora e uma das mais importantes intérpretes de samba da música popular brasileira. Como parlamentar, Leci se dedica à promoção da igualdade racial, ao respeito às religiões de matriz africana, à educação e à cultura popular brasileira.  O encontro tem como tema Multi Mulher: Corpo-território-samba.

Por fim, a arte educadora, cantora e atriz Joice Jane, que atua na luta por uma política pública que acolha todas as pessoas, participa do encontro para falar sobre o tema “Negritude, territorialidade e infância: Encruzilhar para encantar”.

Em seu atual projeto, o grupo evidencia como é ser mulher preta na contemporaneidade, um espaço desprovido de qualquer referência histórica, cultural e vivencial: um quartinho da empregada, uma fala de é “quase da família”, até lugar nenhum.

“Oferecer ferramentas para um diálogo horizontal, seja no palco ou fora dele, para quebrar o lugar secundarizado no qual a mulher preta é colocada em diferentes espaços”, finaliza o grupo.

Serviço
Corpórea Companhia de Corpos

CORPO-OCUPA – Um grito pela liberdade: 08 de junho, às 17h.
Corpo Quilombo, transmigração e transatlanticidade: 09 de junho, às 16h.
Multi Mulher: Corpo-território-samba: 10 de junho, às 17h.
Negritude, territorialidade e infância: Encruzilhar para encantar: 11 de junho, às 18h.
Duração: 2 horas.

Transmissão gratuita no site www.corporeacompanhiadecorpos.com
Mais informações no @corporeacompanhiadecorpos

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