4 perguntas para Elton Helio sobre Tríptika Noite

Quatro perguntas para Elton Helio, diretor e dramaturgo de Tríptika Noite. A peça faz sessões presenciais no Teatro Shopping West Plaza.

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Tríptika Noite - Foto: Tatiane Takiyama
Tríptika Noite - Foto: Tatiane Takiyama

Elton Helio assina o texto e direção de Tríptika Noite, peça que faz uma crítica ácida sobre a sociedade contemporânea. A montagem faz parte da trilogia dividida nas fases do dia: manhã, tarde e noite.

Inspirada no Teatro do Absurdo, os três quadros de Tríptika Noite acontecem numa noite de Carnaval. AcossadaParkour e Tatu trazem no elenco os atores Carolina Marafiga, Juliana Okuda, Natali Duarte, Pedro Dorigon, Leal Duarte, Mel Santos, Jamile Guedes e Gabriel Frossard, integrantes da Companhia Contumaz.

Helio conversou com o canal sobre seus interesses e a peça.

Tríptika Noite - Foto: Tatiane Takiyama
Tríptika Noite – Foto: Tatiane Takiyama

#1- Blog e-Urbanidade: Qual seu interesse no Teatro do Absurdo?

Elton Helio: Tenho todo e total interesse pelo Teatro do Absurdo, mas prefiro não classificar o trabalho da Contumaz dentro desta vertente. Principalmente porque eu acredito que no teatro não existe absurdo.

O teatro é onde ficamos frente a frente com os nossos maiores demônios e contradições. Claro, a Contumaz carrega influências desta vertente, mas prefere se classificar como Teatro Teatro ou Teatro com Força. O teatro que preza pelo texto e pelo poder de atuação dos atores que sobem ao palco para contar histórias da forma visceral.

#2- Tríptika Noite traz três histórias que refletem sobre a insensatez da nossa sociedade. Por que selecionou essas 3 histórias para trazer ao palco?

E.H.: A Tríptika Noite está dentro do Dia Torpe, um compilado de nove histórias que acontecem em um mesmo dia. A Tríptika Noite mostra a insensatez da nossa sociedade, como também seu egoísmo, violência e fraquezas, mas sem julgamentos morais ou condenações de atitudes.

#3 – Quais foram suas influências do teatro do absurdo para escrever essas cenas?

E.H.: Sempre fui fã de (Samuel) Beckett, (Harold) Pinter e todos os classificados como autores do Absurdo. Mas, minhas maiores influências vêm do cinema e literatura, como Jorge Furtado, (Quentin) Tarantino, Beto Brant, Marçal de Aquino, (Fiodor) Dostoiévski e Jô Soares.

#4 – O que a Tríktika tem a dizer ao espectador neste momento do Brasil?

E.H.: Que ainda é possível fazer teatro e não pender para qualquer um dos lados desta polarização cega que estamos mergulhados. É o convite ao expectador desligar um pouco da bipolaridade dos nossos tempos e ter acesso a histórias cheia de reviravoltas, humor e aberrações. Tudo isso com respeito ao teatro, sem confundi-lo com palanque ideológico ou comício eleitoral.

Serviço
De 6 a 27 de agosto, sextas-feiras, às 21h. (Clique aqui para mais informações)
Indicação Etária: 14 anos.
70 min.

Ficha Técnica
Texto e Direção – Elton Helio Elenco – Carolina Marafiga, Filipe Ortiz, Juliana Okuda, Natali Duarte, Pedro Dorigon, Leal Duarte, Mel Santos, Gabriel Frossard e Jamile Guedes. Produção – Bruna Medina. Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta.

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